Amor que vai durar a eternidade...

Quando estava pra completar 14 anos, eu cismei que queria um cachorrinho de presente. Meu irmão já tinha uma, a Fuschie e eu, não tinha nenhum...

Minha mãe perguntava o que eu queria de aniversário e eu respondia: um cachorrinho!!! Então ela se convenceu e disse: "Tá, você vai ter um! Você vai catar cocô, limpar xixi, dar banho, comida, quem vai cuidar vai ser você!", como se cuidar de bicho fosse um problema pra mim...

Ganhei a bolinha de pêlo mais vira-lata do mundo! Era uma mistura de poodle com basset. A coisinha mais meiga, amorosa, carinhosa e mais fiel do que qualquer pessoa que se passasse por amigo: a Cindy!

Ela já chegou com nome, a antiga dona deu pra minha mãe quando ela tinha APENAS 3 meses. Cindy é em homenagem à Cindy Crawford porque ela era muito elegante pra andar... e até balançar o rabinho. 

Cindy dormia comigo, na minha cama, debaixo do edredon e abraçada comigo. Não tenho vergonha ALGUMA de assumir isso. Cindy era mais que especial, mais do que uma simples cadelinha de estimação. Cindy era minha vida.


Cindy sobreviveu 2 anos... 2 anos de muito amor e carinho. Nos últimos 5 meses ela era pele em osso. Mas seus exames não davam nada... Cindy estava idosa, 15 anos completos em Junho.

Minha mãe me impediu de trazê-la pra morar comigo quando casei e foi o certo. Ela ficaria sozinha enquanto eu e Marcio trabalhávamos. Lá na minha mãe, tinha a sua filhotinha, a Shenya e mais 2 grandes companheiros: Árthus e Luna. 

Nas últimas 2 semanas, ela parou de andar... passamos a deixá-la deitada, sempre virando para não ter feridas. Até que um dia, ela parou de comer e passamos a alimentá-la por seringa. Minha avó (minha alma gêmea) de 83 anos a pegava no colo e dava água e ração batida no liquidificador, por seringa.

Até que tive que tomar a decisão mais difícil da minha vida!

A veterinária chegou, conversei e implorei que me dissesse a verdade e ela foi direta: Vanessa, a Cindy não vai durar nem 1 semana. A respiração está fraca, mas se não abreviá-la, ela terá uma morte muito sofrida. Terá convulsões, faltas de ar, parada de alguns órgãos, até ter uma parada cardio-respiratória...

E foi feito... há 5 dias perdi a Cindy... a cadelinha mais humana que já conheci. Aquela que me fez gostar ainda mais de cachorros. A Cindy sobreviveu a todos os cachorros que tive. Foram 15 anos de amizade e dedicação. E agora, me falta o ar, pra continuar escrevendo sobre ela... um finalzinho de vida sofrido, mas lutando muito pra não ir.

Um dos veterinários que cuidou dela durante sua internação me disse: "Vanessa, quando um bicho é muito amado e bem cuidado, ele não quer ir..." e ela não quis ir... mas pensando no que ela poderia ainda sofrer, decidimos abreviar essa dor...

Aqui ela devia ter uns 10 ou 11 anos...
Cindoca, mamãe te ama muito e sente muita, mas muita saudade!

Mi Buenos Aires Querido - Parte 3

Como eu disse antes, nós não nos organizamos ou programamos as nossas atividades com antecedência, mas alguns lugares estávamos decididos a conhecer, só não sabíamos em qual dia iríamos.

A primeira coisa que fiz quando chegamos no hotel à noite, no primeiro dia, foi ligar o notebook (sempre levo porque sempre acabo fazendo algumas pesquisas durante a viagem!) e peguei alguns roteiros de amigos que me enviaram por e-mail ou postaram em blog.

Decidimos ir à San Telmo. Fomos de ônibus mesmo, pegamos o 10 e descemos há 2 quadras da feira. O transporte público não é dos melhores, mas no viramos bem por lá e a passagem custa apenas $ 2,00 o equivalente à R$ 0,90. Depois descobrimos que dava pra gente ir andando a partir da Plaza de Mayo (no final eu vou dizer o por quê).

Aos Domingos acontece a famosa Feira de Antiguidades de San Telmo. É um dos bairros mais antigos de Buenos Aires. É uma das áreas mais bem preservadas da cidade. Tem todo um estilo colonial, com as ruas empedradas. Pra quem conhece o bairro de Santa Teresa aqui no Rio, vai se lembrar bastante.

Nós, no meio da feirinha em San Telmo.
A feirinha acontece no centro de San telmo, que se localiza na Plaza Dorrego, uma área famosa por seus antiquários e cafés. Pra quem é boêmio, vai adorar! 

Em frente as barraquinhas e as antiquidades.
Uma das coisas bem interessantes lá em San Telmo é a quantidade de artistas  lá. Encontramos um casal de idosos dançando tango. A coisa mais linda de se viver!

Casal de idosos dançando tango.
Começou a bater a fome e paramos em um dos cafés, a Pulperia La Volant, pra tomar um café: pedimos um café expresso e as famosas medialunas (parece croissant com mel por cima)... hummmmmm.

A entrada da pulperia.

As deliciosas medialunas.
A decoração do café era um show à parte. Com um carro antigo na entrada, bomba de gasolina antigona, bem estilo Santa Teresa mesmo.

Pulperia La Volant

Pulperia La Volant

Nós na Pulperia La Volant.
Voltamos a andar pela feirinha e fazer algumas comprinhas. Até chegar nesta barraca da foto onde achei uma das coisas mais deslumbrantes: câmeras fotográficas que existem desde antes de eu nascer e pasmem, ainda funcionam!

Eu e as câmeras fotográficas. 
Eu e marido amamos a feira. Na nossa enquete, depois da viagem, escolhemos esse dia como um dos melhores da viagem. Nós  adoramos artesanatos, antiguidades e feiras.

Percorremos toda a feira até que me lembrei de perguntar a um policial aonde ficava a estátua da Mafalda, a minha bonequinha lindinha que tanto adoro, do Quino, um pensador, desenhista, historiador argentino, criador da bonequinha mais fofa desse mundo!

E ele me indicou: na esquina da Rua Chile! Lá fui eu, né?!

Achei tão estranho, eles pouco se empolgam em falar do Quino, mas enfim, eu ADOREI tirar foto com ela :-)

Marcio, Mafalda e Eu.
Continuamos a caminhar e paramos pra almoçar, afinal já era quase 14 horas. Entramos num restaurante que parecia bom, mas ao pedir a comida, nos arrependemos amargamente, tanto que nem lembramos o nome! Só lembramos que o almoço custou $ 100,00. Caro pro pé sujo que era!

Uma coisa muito importante é: cuidado com as bolsas e carteiras! Como a gente fica distraído com a feira, têm muitos batedores de carteira!

Quando chegamos ao final da feira, demos de cara com a Plaza de Mayo. Não sabíamos que era tão perto da Plaza de Mayo, fomos de ônibus à toa, mas é uma boa caminhada. Pra gente, que adora conhecer os lugares, adoramos descobrir isso!

No final das contas, descobrimos também, que era o Brazilian Day em Buenos Aires! Não tinha ninguém famoso do Brasil. Mas foi bom ouvir um sambinha...
Brazilian Day na Plaza de Mayo.
Voltamos ao hotel, descansamos um pouco, afinal estávamos sem pernas e partimos pra um rodízio de carne. Algumas pessoas nos indicaram o Cabana Las Lilas, mas os atendentes do hotel falaram que era muito caro e nos indicaram o Siga La Vaca, que também já tinha sido indicado por outros pessoas. Algumas pessoas diziam que era ruim, qualidade ruim, mas acabamos optando pelo Siga La Vaca.

Siga La Vaca
Se o restaurante é ruim, eu não sei. Se é ruim comparado aos outros, eu também não sei. Só sei que nós gostamos de lá. Dá uma olhada nas fotos!

Buffet no Siga La Vaca

As carnes do Siga La Vaca.
O rodízio custou $ 130,00 por pessoa, o que incluía: Rodízio de carne, buffet, uma bebida (refrigerante, cerveja ou vinho) e uma sobremesa. Para a nossa surpresa, o refrigerante era uma jarra de 1 litro pra cada um.

O Siga La Vaca fica localizado em Puerto Madero, o porto, que também é de onde sai a barca do Buquebus, que leva à Colônia del Sacramento e Montevidéo no Uruguai.

Após o jantar, fomos caminhando por Puerto Madero. Lugar lindo, cheio de restaurantes e bares, centros empresariais... e um cassino (assunto pro último post).

Em Puerto Madero.

Puente de la Mujer
Mais uma vez acabamos e detonados, pegamos um táxi para o hotel e morgamos morto com farofa até o dia seguinte.

Mi Buenos Aires Querido - Parte 2

Ao chegarmos em Buenos Aires e passarmos por todos os procedimentos de imigração, trocarmos o Real pelo Peso Argentino, nos dirigimos a um stand do aeroporto que ofereciam transporte (tipo um táxi vip).

Uns amigos já haviam me avisado que os taxistas tentam passar os turistas pra trás, pegam a nota que o turista dá e trocam por uma falsa e diz que não tem troco e etc. Os táxis do Aeroporto-Ezeiza para o hotel (seja qual for o bairro) cobram um preço fechado. No nosso caso seriam 190 pesos, mas preferimos pegar esse táxi vip por 200 pesos. Eu particularmente achei ultra caro, já que aqui no Rio, eu não pago mais de 50 reais do Santos Dumont (que é mais distante que o Galeão) pra minha casa.

Bom, chegando no hotel, fizemos nosso check-in por volta das 13.30, deixamos as coisas e fomos almoçar (estávamos varados de fome!) e achamos um restaurante aconchegante, mas não era um dos mais baratos. Fomos ao Puerto del Carmem. Comemos um lomo con papas fritas e de sobremesa, um sorvete de duche del leche.

Sorvete de duche del leche
Nós queríamos andar e saber o que tanto que as pessoas falam de BsAs! Resolvemos andar, sem hora, sem rumo. Nosso hotel ficava à 100 metros das Galerias Pacífico e da Rua Florida (onde tem todo o comércio). 

Centro Naval de BsAs
Esquina da Rua Florida

Galerias Pacífico, não entramos neste dia!

Andamos pela Rua Florida e percebemos que Buenos Aires não era mais a mesma cidade que uns amigos tinham visitado há pouco tempo. Os preços duplicaram. Os argentinos estão em crise e revoltados com a Presidente Cristina.

Mas BsAs tem suas personalidades! Muitos artistas na Rua Florida... muitos mesmo!

Um artista fazendo o povo rir!

Um brasileiro cantando no final da Rua Florida
Depois de andar a Rua Florida toda, chegamos à Casa Rosada, na Plaza de Mayo, que é a sede da Presidência da República Argentina. Na lateral direita da foto, tinha muitas faixas. Teve uma manifestação 2 dias antes de viajarmos. A arquitetura da Casa Rosada é linda! Durante o dia, ela já é bonita. À noite ela fica toda iluminada com luz rosa. Por que ela é rosa se as cores da Argentina são azul e branco?

Eu em frente a Casa Rosada.
Vimos uma fila na entrada da Casa Rosada... bom, eu adoro fazer essas visitas. Se for guiada então, melhor ainda. Demos uma corrida e vimos que era a visita guiada (UHUU) e de graça (UHUUUU)! Tiramos foto com a guarda nacional e ficamos aguardando um bocado (quase 40 minutos em pé).

Nós e a Guarda Nacional.
A Casa Rosada de cara, já impressiona. Muitos quadros e pasmem: tinha foto de Tiradentes e Getúlio Vargas lá!
Saleta de entrada da Casa Rosada.
Sempre achei bonita a história de Evita (Eva Perón). E eu tinha certeza que lá não faltariam história sobre ela. Na verdade tem uma sala em homenagem às mulheres. 

Evita.
Mas se tem uma coisa que eu adoro mais que a Evita, lá na Argentina, é a Mafalda! Desde os meus 15 anos sou apaixonada pela bonequinha desenhada por Quino. E não é que ela estava lá, estampada nas paredes da Casa Rosada?

Eu e Mafalda.
A visita é muito demorada, leva em torno de 1 hora e 15 minutos. O grupo era bem diversificado. Tinham americanos, bolivianos, chilenos, mexicanos e muitos, mas muitos brasileiros. E a gente se reconhece, é muito engraçado!
Da sacada da Casa Rosada vendo a Plaza de Mayo.

Saindo de lá, passamos em uma das lojas da Havanna (meu alfajor prediletooooo) na Rua Florida e tomamos um frappé de chocolate. Delícia total! Mas nem a Havanna é mais a mesma. Tudo MUITO caro.

Lá eles tem uma rede de lojas chamada Open 25H. Ela realmente fica aberta direto! Tive muita dificuldade em beber água (e eu sou uma verdadeira viciada em água, bebo muito). A água mineral lá é muito salgada. A Ju bem que deu a dica, mas eu não achei lá. Bebia água salgadinha mesmo, mas bem menos do que normalmente eu bebo :-(

Como estávamos cansados, neste dia resolvemos jantar num fast food mesmo. Fomos ao Burger King e acabamos mortos com farofa no hotel!