Relatos - O dia da noiva

Enfim, casados!

Sabe, estamos com a vida um pouco tumultuada: o apê está de cabeça pra baixo, eu de férias (apesar das provas marcadas nas duas pós que estou fazendo), lua-de-mel maravilhosa... caixas ainda pra arrumar e a vida de casada pra me acostumar (fazer comida, arrumar a casa, colocar o marido pra ralar e etc.)

Ainda estamos sem internet decente, estou usando o 3G do maridaço, mas aos pouquinhos, vou programando os posts pra atualizar e contar tuuuudo de como foi o nosso dia!

Pra começar...

Preciso contar os momentos que antecediam o casamento. Um dia antes do casamento, eu fiquei em casamento encaixotando algumas coisas e o maridaço foi buscar os bem-casados (que aliás, são uma delícia e eu indico mesmo!)

Depois liguei pro padrinho mais fofo e prestativo do mundo, o Leandrinho, pra me ajudar a arrumar as últimas lembrancinhas que faltavam (depois vou postar fotos).

Comecei a sentir uma dor que eu nunca tinha sentido antes... minha tia jurava que era nervoso e minha mãe jurava que era crise de vesícula (mas hein?!)... eu me revirava, chorava, e vomitava de um lado pro outro, toma chá de carqueija (ecaaaaaaaaaaaaaaaat) e só comecei a melhor com um Buscopan (sem dipirona, porque sou alérgica!)...

Acordei cedo, tomei um banho daqueles beeeeem demorados e Maridaço, no momento ainda era o meu moço-noivo-mais-prestativo-do-mundo, foi me buscar em casa e me levar pro apê, onde me arrumei e hoje, resido.

Ainda não tenho fotos do making-of, mas foi o mais divertido do mundo!

No próximo post, a cerimônia em detalhes!

Faltam 3 dias...

Falta tão pouco... mas tão pouco!

As pessoas me perguntam se estou nervosa... nunca fiquei tão tranquila na organização de algum evento... tô tranquila, talvez no dia eu fique um pouco ansiosa!

Mas hoje eu vim aqui só pra dizer que eu tô muito feliz! Quando a gente acha que tá tudo perdido, a gente vê que não, que tá tudo certo!

Beijos

Sabe...

Sammy, era um menino sorridente.
Sempre sentava ao fundo da sala.
Aquele sotaque nordestino indiscutível, falava manso demais...
Sammy era um apelido curioso porque quando começamos a estudar juntos passava na tv o BBB que tinha aquele japinha que se chamava Sami. O nosso Sammy não era japa, mas quando abria o sorrisão, os olhos fechavam.
Sammy era um garoto feliz... feliz demais! Lembro do dia em que ele disse: "Olha só, já conheci tudo quanto era tipo de música que vocês gostam, quero ver se vocês sabem dançar o forró que eu danço" e levou a gente ao Democráticos da Lapa.
Sammy era um garoto feliz... muito feliz! Feliz inclusive num momento MUITO difícil da vida dele.
Sammy voltou pra terrinha pra ficar ao lado da família e por lá resistiu por 2 anos...
Infelizmente o Sammy se foi, mas o sorriso dele continua guardado aqui na minha memória... a falamansa do "Vanessinha Vanessinha, você é boba!"

 

A gente tinha escolhido a Rindo à tôa do Falamanda pra ele na formatura. Mas ele teve que ir embora pra terrinha dele antes... 

"Ha ha ha ha ha
Mas eu tô rindo à toa
Não que a vida
Esteja assim tão boa
Mas um sorriso ajuda a melhorar
Aah Aha

E cantando assim
Parece que o tempo voa
Quanto mais triste
Mais bonito soa
Eu agradeço por poder cantar
Lalaiá laiá laiá Iê"

Agora a gente sabe que ele não vai sofrer mais...

Amor...

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga.
Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa,  cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí?
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar.
O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. 
Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência.
Amor, só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra.
Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm! Um bom encontro aos que procuram!
Arthur da Távola

Aos casados, há muito tempo.
Aos que não casaram,
aos que vão casar,
aos que acabaram de casar,
aos que pensam em separar,
aos que acabaram de separar,
aos que pensam em voltar...
REFLITAM!

Minha madrinha me deu essa mensagem em um cartão junto com os presentes de casamento. Minha madrinha está casada há 30 anos, no que pra mim, é um casamento de sucesso! Mais sucesso ainda são os meus avós que ano que vem completarão 60 anos de casados!

Faltam apenas 17 dias... e a cada dia mais, amo você, meu Moço!